Enquanto você não compreender como acolher aquilo que julga ser doloroso, seus centros de energia jamais estarão livres para acessar todo o conhecimento que reside dentro de você. Portanto, queridos, nesta noite, falaremos sobre transmutação. Transmutação — o que chamamos de alquimia. Vocês sabem o que é alquimia? É promover uma mudança na estrutura molecular. Da mesma forma, a transmutação emocional é o que transforma a agonia em êxtase. E o que é, de fato, o êxtase? Bem, é a Unidade Divina; é a ausência de separação; é o momento em que o ser está totalmente integrado a tudo o que existe. Êxtase divino — algo verdadeiramente maravilhoso.
Desde o seu nascimento, você tem sido invalidado, ferido, machucado e julgado. É a partir dessas experiências que você constrói a imagem de si mesmo e da realidade. Assim, ao chegar à idade adulta, você já formou uma estrutura de crenças sobre quem você é e o que você é. Todos, absolutamente todos vocês, acreditam que não são dignos, que não são “suficientes”. Não importa a máscara que você apresenta ao restante da humanidade — não é disso que estamos falando. Não nos referimos à sua grande coragem ou à fachada de bravura que você sustenta; falamos de quem você realmente é. Esse sentimento de indignidade é, certamente, um traço comum na humanidade. A maneira como você julga a si mesmo é, muitas vezes, tão dolorosa que você não consegue sequer olhar para si; você não sabe quem é e, por isso, projeta todo o julgamento para fora de si mesmo.
A DOR É UMA RESISTÊNCIA A SENTIR
Como você julga a si mesmo como insuficiente, como alguém indigno de amor — e, por não conseguir amar a si mesmo incondicionalmente, nem aceitar ou reconhecer todas as facetas do seu ser —, isso acaba se refletindo em todos os aspectos da sua vida. E, assim, ao carregar feridas e dores — agravadas pelo julgamento e pela invalidação vindos de outros, que nada mais fazem do que refletir o seu próprio julgamento sobre si mesmos —, seus centros de energia permanecem bloqueados, e você vive em sofrimento. A dor, como já dissemos anteriormente, é, na verdade, a resistência a sentir. A dor não é um sentimento; ela é uma resistência a sentir, é um julgamento. A dor é causada pelo julgamento; ela é, essencialmente, apenas resistência.
Quando você julgar as situações em sua vida, permita que o sentimento de alegria permeie o seu ser. Assim, a resistência desaparece, os canais de energia se abrem e o sentimento pode fluir do seu plexo solar até o seu coração — e, de fato, até o topo da cabeça (o chacra coronário) —, ressoando, dessa forma, por todo o universo e tocando todas as coisas e todas as consciências. Quando você julga que pode ser ferido, ou quando considera uma situação “prejudicial” a você, a resistência surge imediatamente — como garras que se cravam no seu plexo solar —, fechando os centros de energia. A energia, sem ter para onde ir, gera dor — muitas vezes, uma dor que é, ao mesmo tempo, física e emocional. Ora, quando ocorre uma situação que você julga ser dolorosa, sua reação habitual é erguer um muro para se esconder atrás dele. Como já dissemos, esse muro em sua vida torna-se cada vez mais alto e mais espesso, na tentativa de evitar que você seja ferido; mas isso não faz diferença alguma — você acaba sendo ferido, de qualquer maneira.
OS PASSOS PARA A TRANSMUTAÇÃO
Portanto, para a transformação, apresentaremos passos bem simples. O primeiro passo é assumir a responsabilidade, pois você cria, de forma absoluta, a sua própria realidade. Não existe situação, nem nada em sua vida, que não tenha sido cocriado por você. Assumir a responsabilidade — dizer “eu fiz isso” — não é uma tarefa fácil. É maravilhosamente simples quando uma situação lhe traz alegria, mas torna-se bem mais difícil quando ela lhe causa uma dor no coração.
Segundo passo: o julgamento. Quando você julga alguém que lhe fez algo errado, o que você diz? “Que canalha!”, não é? Nós ouvimos você! Ouvimos também a nossa companheira. Portanto, no momento em que você culpa o outro, você deixa de assumir a responsabilidade. Quando você cocria algo em sua vida que não é maravilhoso, saiba que isso faz parte de uma experiência de aprendizado. Tudo o que você escolhe, você escolhe pela experiência. É apenas isso: pela experiência. Dentro de cada situação, existe uma pérola, uma joia — assim como vocês, queridos, são joias. Ainda não é tão fácil, não é? Como abençoar alguém que lhe causou uma dor profunda?
No entanto, é preciso reconhecer: “Isso foi algo que eu criei com esta pessoa ou estas pessoas”. E, então, você diz: “Meu Deus, estou em um julgamento severo”. Mas, na verdade, queridos, não há problema nisso. O julgamento é uma expressão válida e divina de quem vocês são. Trata-se de acolher o julgamento e abençoar as pessoas, a si mesmo e a própria dor. Saibam que essa dor — acumulada ao longo de éons e éons, vida após vida — foi reunida para que vocês pudessem descobrir a pérola que existe em seu interior. Portanto, o caminho é acolher tudo, reconhecer, aceitar. Acolham tudo na luz de quem vocês são; ao fazerem isso, as garras da dor, que reprimem a energia, soltam-se. Assim, a transmutação pode ocorrer. Ao transitar do ventre para o coração e, depois, para a coroa, vocês conhecerão o êxtase. Então, compreenderão, de fato, a Unidade.
Canal: Jani King
Fonte: https://ptaah.com.au/ ptaah@ptaah.com
Tradução: Regina Drumond – reginamadrumond@yahoo.com.br
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