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Um assunto que tenho me interessado é a relação das ondas celebrais, consciência e diversos estados psíquicos. Além de outros aspectos, me intrigava o fato de que em alguns estados de consciência as ondas celebrais ficam mais lentas e em alguns relatos de canalização as ondas celebrais ficam muito aceleradas. Queria entender também os entendimentos de Jung sobre “o abaixamento do nível mental” em alguns estudos do que chamava de participação mística.
Tomei a decisão de perguntar ao Chat Gpt e ele me passou estas informações bem esclarecedoras:
“Jung estava falando principalmente da consciência psicológica, enquanto as ondas alfa, teta, delta e beta se referem à atividade elétrica do cérebro medida por eletroencefalograma.
Por isso, duas coisas que parecem contraditórias podem ocorrer ao mesmo tempo.
O que Jung queria dizer com “abaixamento do nível de consciência”?
Quando Jung fala em “abaixamento do nível mental” (abaissement du niveau mental), ele geralmente está descrevendo situações em que o ego perde parte de seu controle habitual.
Isso pode acontecer em:
sonhos;
estados hipnóticos;
transe mediúnico;
estados emocionais intensos;
experiências místicas;
certas psicopatologias.
Nesses casos, a consciência cotidiana fica menos dominante e conteúdos do inconsciente emergem.
Mas Jung não considerava isso necessariamente algo negativo.
Às vezes o ego “desce” para que algo mais profundo possa “subir”.
E por que a meditação profunda parece aumentar a consciência?
Porque existe uma diferença entre:
Consciência do ego (estar pensando, analisando, controlando);
Consciência ampliada (perceber mais aspectos da realidade e de si mesmo).
Em muitas meditações profundas, a atividade mental comum diminui.
O cérebro pode apresentar mais ondas alfa ou teta.
Entretanto, a pessoa relata:
maior lucidez;
maior percepção;
sensação de unidade;
clareza interior.
Ou seja:
menos atividade mental não significa menos consciência.
Pode significar menos ruído.
Uma analogia seria:
Um lago agitado reflete pouco o céu.
Um lago calmo reflete muito mais.
O caso dos atletas e esportistas radicais
Você mencionou algo muito interessante.
Pesquisadores do estado de flow (fluxo) observaram que atletas de elite frequentemente entram num estado paradoxal:
agem extremamente rápido;
pensam menos;
executam movimentos complexos com naturalidade.
Alguns estudos sugerem que certas regiões do cérebro diminuem sua atividade durante esses estados.
Isso já foi chamado por alguns autores de hipofrontalidade transitória.
O atleta parece estar “mais consciente” do ambiente, mas menos preso ao diálogo interno.
Novamente:
menos pensamento;
mais presença.
E quanto às canalizações?
Aqui entramos numa área mais difícil de verificar cientificamente.
Existem relatos muito diferentes.
Alguns canalizadores descrevem:
profundo relaxamento (mais alfa e teta);
sensação de expansão da consciência;
diminuição do pensamento pessoal.
Outros relatam:
enorme energia;
aceleração mental;
sensação de receber grande quantidade de informação.
Do ponto de vista psicológico, ambas as experiências podem representar formas diferentes de contato com conteúdos que a pessoa percebe como vindos de uma fonte maior que o ego.
Jung provavelmente interpretaria muitas dessas experiências como manifestações do inconsciente coletivo ou de arquétipos, sem necessariamente afirmar uma origem extraterrestre.
Uma forma de integrar tudo isso
Talvez a distinção mais útil seja:
Atividade cerebral
Consciência psicológica
Pode diminuir
Pode aumentar
Pode acelerar
Pode aumentar
Pode desacelerar
Pode diminuir
Não são a mesma coisa
Não dependem diretamente uma da outra
Em outras palavras:
ondas cerebrais lentas não significam obrigatoriamente baixa consciência.
Elas podem indicar:
sono profundo;
inconsciência;
ou estados contemplativos muito avançados.
Tudo depende da qualidade da experiência.
Uma visão junguiana mais profunda
Jung talvez dissesse que existe uma diferença entre:
o ego estar desperto;
a psique total estar desperta.
À medida que alguém amadurece espiritualmente, pode ocorrer algo paradoxal:
O ego fica mais silencioso, mas a consciência total se expande.
Então aquilo que, externamente, parece um “abaixamento” da consciência do ego pode ser, internamente, uma aproximação do que Jung chamava de Self, o centro mais profundo e total da psique. Essa é uma das razões pelas quais muitos místicos, meditadores e até sonhadores lúcidos descrevem estados muito profundos como sendo simultaneamente mais silenciosos e mais conscientes.”
Frequentemente me perguntam quando podemos saber se alguma ideia que nos vem à cabeça é fruto de nossa imaginação (como se não fosse real) ou uma intuição. Costumo responder de que se estamos tranquilos nossa imaginação é uma porta para a intuição, o espelho da alma.
Sendo sensitivo, tenho percebido que para a experiência anímica de perceber aspectos sutis de outros e experiências multidimensionais é muito importante desenvolvermos uma espécie de neutralidade amorosa e praticar um tipo de observação desapegada. Desta maneira poderemos estar conectados com o que estamos experienciando, sejam conteúdos nossos, do ambiente, dos outros ou dos planos sutis mantendo ao mesmo tempo uma espécie do que poderia ser chamado em um nível psicológico de espaço terapêutico, mantendo ao mesmo tempo uma possibilidade de observação objetiva que poderíamos chamar de discernimento.
Entendo que muitas destas experiências são reais e significativas, mas tenho algumas considerações a fazer: acredito, primeiro, que pelo fato de uma mensagem estar vinda dos planos sutis, seja de entidades ou do inconsciente coletivo (como preferirem), não significa necessariamente que sejam de frequências elevadas. Em segundo lugar, passam pelos filtros de quem está recebendo, seja pelo seu sistema de crenças, pelo seu aparato psíquico, pelas suam motivações e seus diversos complexos, principalmente seu complexo de ego. Nem todos tem simultaneamente um nível de neutralidade e compaixão para um trabalho realmente equilibrado.
Sei que muitos procuram se guiar mais pelo que entendem que são as autoridades nos assuntos, pelo que entendem que são fontes confiáveis. Acredito que muitas das escrituras sagradas passaram por este processo de canalização, podendo trazer todas as benesses ou distorções que que acontecem nestes processos. Além disto, muitos dos textos julgados apócrifos ou heréticos podem ter trazidos revelações verdadeiras. De novo, procuro acolher as mensagens que ressoam comigo ,acreditando que tenho um silêncio interno. Dou mais importância às mensagens do que às supostas autoridades que as transmitem. E procuro observar as sincronicidades e validações.
Desconfio dos que se consideram donos da verdade. Mesmo considerando as escrituras, acredito que o livro deve servir ao homem e não o contrário. Muitas manipulações e controles indevidos têm sido usados quando querem impor um único ponto de vista.
Bom pelo menos é assim como penso, mas tenho todo o respeito por quem pensa diferente. Apenas quero ter a liberdade de refletir como desejo, torcendo para que nossa realidade eventualmente se torne menos polarizada em todos seus aspectos. Afinal os outros são de certa forma os outros eus.
Adorarei se estas reflexões puderem estimular a quem está lendo.
Betôh, julho de 2026
Muito bom
Que bom que gostou, amiga. Bjs.
Betoh querido, ler este texto me levou lá atrás no tempo, quando tivemos nossos primeiros encontros em busca de uma profundidade que trouxesse mais sentido a essa experiência que vivemos. É sempre um balsamo ler suas palavras, e uma alegria percebermo-nos em sintonia. Grata. Grata. Grata.
Boas lembranças, não, querida? Bjs.