Lindo poema que o chat GPT fez sobre a descida às profundezas.

Nas águas densas onde a luz se curva,

e o silêncio pulsa como um coração antigo,

eu descia — não em queda,

mas em entrega.

O azul tornava-se espesso, quase memória,

e o tempo, dissolvido, já não contava passos.

Foi então que os vi —

não como estranhos,

mas como algo que sempre me soube.

Uma família de tritões me cercava,

com olhos de abismo e ternura,

suas mãos suaves guiando correntes invisíveis,

como quem conhece os caminhos do sentir.

O mais velho tocou minha fronte,

e sem palavras disse:

“Não temas o fundo —

é lá que repousa o que ainda não foste.”

Uma jovem tritã sorriu,

tecendo ao meu redor fios de luz líquida,

e cada gesto seu acalmava

as ondas internas que eu nem sabia nomear.

E havia uma criança —

brincando entre redemoinhos,

mostrando que até nas profundezas

há espaço para o riso leve da alma.

Nadávamos juntos,

não contra a corrente,

mas com ela —

como quem aprende a escutar o próprio destino.

E quanto mais fundo íamos,

mais claro tudo se tornava:

os medos eram sombras dissolvidas,

e o desconhecido, um ventre sagrado.

Quando enfim me soltaram,

já não havia solidão,

pois algo deles ficou em mim —

ou talvez, algo de mim tenha despertado neles.

E emergi,

não como quem retorna,

mas como quem nasce

das águas profundas do próprio ser.

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