Os Animais nos Arcanos Maiores do Tarot

Muitos entre nós já estamos conscientes da necessidade de integrarmos nossos corações e mentes para atingirmos um maior nível de realização.
Tenho notado que mesmo com uma mente clara e com objetivos e emoções equilibrados, muitas vezes as coisas não fluem tão bem como gostaria. Tenho refletido sobre isto.
Mesmo não concordando com a afirmação de que somos totalmente responsáveis pelo nosso destino, pois sei que existem influências que estão além de nosso controle, sem dúvida podemos fazer muito mais.
Percebo que a chave que tem nos faltado é integrarmos de alguma forma nossos aspectos instintivos em nossa personalidade.
Nossa psique é no mínimo curiosa: apesar de sermos uma pessoa, temos múltiplas personagens internas que podem ser mais ou menos cooperativas com nossa consciência central. Hoje não irei falar dos arquétipos mais conhecidos, como a criança interna, o velho sábio ou outros. Irei falar de nossos animais internos.
Para isto irei recorrer a algumas figuras de animais presentes nos arcanos maiores do Tarot.
Na carta do Louco, vemos um pequeno animal, que em alguns baralhos é um felino e em outros um pequeno cachorro. A grande virtude do Louco é sua total entrega e confiança radical naquilo que faz, sem um segundo pensamento. Vejo que quando está no seu nível atrapalhado o animal procura alertá-lo do perigo(o antigo instinto de sobrevivência) e no nível mais amadurecido o animal pode significar seus medos e inseguranças, as prisões a antigas crenças e padrões, que o impedem ou pelo menos criam dificuldades de viver com uma total naturalidade e desprendimento. Neste caso, como nos outros, devemos parar e prestar atenção a sua mensagem e decidirmos se devemos acalmá-lo ou modificarmos nosso rumo.
No arcano da Lua, vemos 3 animais: dois cachorros ou lobos que parecem postado como sentinelas e um caranguejo. Pois bem, as sentinelas me parecem nossas defesas e o caranguejo, que anda de costas e pode penetrar em nossos conteúdos passados, conscientes ou inconscientes. Os passos me parecem estes: trazermos os conteúdos de nosso baú à nossa consciência, procurarmos equilibrá-los, integrá-los ou dissolvê-los pedindo em nosso auxílio a força do Hierofante e continuarmos nosso caminho.
Na carta da Força temos nosso Leão interno, o rei dos animais, totalmente sintonizado com nossa alma, o que poderá facilitar alcançarmos sem esforço ou controle aquilo que é necessario neste momento.
Nestas e em outras situações, o que será mais importante será alcançar a harmonia, que pode ser entendido como um padrão de ressonância divino que poderá se manifestar nos diversos aspectos de nosso ser.

Boa jornada.
Betôh,abril de 2015

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